Título do livro: Chapeuzinho Adormecida no País das Maravilhas
Autor: Flavio de Souza
Ilustrador: Jótah
Professora: Cibely
Ano do ciclo: 5º ano do Ensino Fundamental
Tempo previsto: 1 bimestre
A obra, vencedora do Prêmio Jabuti em 2006 na categoria Infantil, narra as aventuras de uma menina que, não conseguindo dormir, pede a seu pai que lhe conte uma história. Ocorre que o pai não se lembra direito de nenhuma história... Então, ele vai misturar histórias e personagens de diversos contos de fada, criando uma aventura divertida na qual ele e a filha são envolvidos, tornando-se, até, personagens.
Bibliografia para o professor:
São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Referencial de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no ciclo II: caderno de orientação didática de Língua Portuguesa. São Paulo: 2006.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Materiais necessários:
- Exemplar do livro Chapeuzinho Adormecida no País das Maravilhas (um livro para cada dupla).
Expectativas de aprendizagem:
- Ter competência para trabalhar com sequências narrativas, identificando seus elementos constituintes: situação inicial, complicações, ações, resolução, situação final.
- (Re)Conhecer algumas peculiaridades do texto literário.
- Reconhecer alguns recursos usados pelo autor para criar sua história (lembrando aos alunos que os autores de textos literários criam, por meio de recursos linguísticos/estilísticos, um mundo novo – ou recriam o mundo em que vivemos).
- Trabalhar a intertextualidade.
- Entender o papel das ilustrações (sobretudo nos livros de literatura infantil/infanto-juvenil).
- Compreender que a língua não é estável: ela está em contínua mudança e sempre nos possibilita novas criações.
- Ser capaz de produzir um texto usando os conhecimentos adquiridos (sequências narrativas, criação de neologismos, ambientação fantástica, caracterização dos personagens etc.) e se apoiando na ideia do autor de mesclar diferentes contos de fadas.
Antes da leitura
- Saber se os alunos gostam de ouvir ou de contar histórias.
- Promover um primeiro contato dos alunos com a obra: cada dupla deve ter um livro. O primeiro passo é pedir a eles que “sintam” o livro, isto é, desfolhem-no, olhando de uma maneira global o sumário, as ilustrações etc.
- Promover uma aproximação entre os alunos e o texto que vai ser lido:
a) verificar se eles sabem quem é Flavio de Souza, se já leram outros textos desse autor, se sabem algo sobre seu estilo (após ser feita essa sondagem, ir ao final do livro, em que há sete perguntas sobre o autor que, respondidas, formam uma síntese de seu currículo/percurso profissional);
b) ler o título aos alunos e verificar quais são as hipóteses que eles têm sobre o tema do livro e as informações que pode conter (análise do conhecimento prévio). Perguntar o eles acham que vão encontrar no livro: O que o título sugere?
- Questionar os alunos se eles conhecem os contos a que o título do livro faz referência direta. Discutir o que sabem a respeito desses contos (pois esse conhecimento é fundamental para uma compreensão da obra, que parodia diversos contos de fada).
Durante a leitura
- Propor uma primeira leitura do texto, que será uma leitura inicial silenciosa (dada a extensão do livro, possivelmente os alunos não conseguirão ler o texto em um único dia; nesse caso, pode-se propor a leitura de alguns capítulos a cada dia, por exemplo: capítulo 1 a 4; capítulo 5 a 8; capítulo 9 a 14).
- Recuperar oralmente o enredo.
- Realizar uma leitura coletiva, fazendo intervenções sempre que necessário para comentar passagens que não estejam muito claras, esclarecer palavras ou trechos que podem estar ambíguos, discutir o significado de palavras desconhecidas (que não façam parte do repertório dos alunos). Nesse momento, também é importante promover o confronto entre texto e imagens.
- Quanto ao confronto entre imagem e texto, é importante levar os alunos a perceber a relação entre esses elementos: A imagem explica o texto? A imagem complementa o texto? Isso é importante para aprimorar as possibilidades de leitura dos alunos, mostrando que as imagens também nos trazem informações.
- No decorrer da leitura, verificar se as hipóteses iniciais levantadas pelos alunos (o que acham que vão encontrar no livro?) se confirmam ou não.
- Comentar com os alunos que, em textos narrativos, os autores costumam utilizar um recurso importante para caracterizar a fala de personagens: o discurso direto. Mostrar, ao longo da leitura, exemplos de como isso ocorre.
- Explicitar as passagens que fazem remissão direta ou indireta aos diferentes contos de fada. Deixar que os alunos troquem impressões sobre como o autor faz essas referências. Explicar que a intertextualidade é esse diálogo entre os diferentes textos.
Depois da leitura
- Finalizada a leitura, pedir aos alunos que anotem no caderno cinco acontecimentos importantes da história.
- Promover um intercâmbio dos registros feitos pelos alunos sobre os cinco acontecimentos que selecionaram. Com isso, eles vão perceber as diferenças de pontos de vista (o que pode ter sido importante para um pode não ter sido relevante para outro).
- Propor aos alunos que, em duplas, formulem duas perguntas (que serão respondidas por outra dupla). Oriente-os a formular uma questão mais objetiva (cuja resposta possa ser encontrada no texto – de localização, por exemplo) e outra mais ampla (de compreensão), que pode partir de um aspecto da história que lhes chamou a atenção. (A formulação de perguntas é importante para uma leitura ativa.)
- Lidar com a questão do prazer estético proporcionado pelo texto literário. Saber que sensações o texto despertou nos alunos: medo, ansiedade, alegria etc.
- Observar o recurso utilizado pelo autor para compor o título dos capítulos.
- Um dos recursos usados pelo autor para caracterizar os personagens principais dessa história é a fala de cada um deles: Chapeuzinho só responde “é? É”; a fada sempre pergunta se tudo está “certinho”; o coelho só repete: “estou atrasado, pombas”. Pensando nesse recurso, pedir aos alunos para identificar uma marca característica da fala da menina, do sapo e da bruxa.
- Identificar, com os alunos, passagens risíveis, analisando que recursos o autor usou para que tal passagem ficasse engraçada – por exemplo: quando o pai diz à menina que Chapeuzinho Vermelho iria levar doces para sua avó, que estava doente, a menina retruca: “Mas a avó ia comer só doce? Nada de arroz, feijão, salada, verdura? Desse jeito, além de doente, ela ia ficar com dor de dente!”
- Selecionar, com os alunos, os neologismos criados pelo pai da menina: cogumelandar, correndar, resmuncitar, vocair, perguncejar, atracompatalhador, cantonselhou, aconcantou. Perguntar se eles conhecem alguma dessas palavras. Perguntar: Se essas palavras não estão no dicionário, por que o pai da menina as usou? É permitido inventar palavras?
Produto final: